Se você sofreu acidente de moto e ficou com sequela, é normal surgir a dúvida: o INSS paga auxílio-acidente nesse caso? Em regra, sim quando a lesão já está consolidada e a sequela reduz a sua capacidade para o trabalho habitual, mesmo que você consiga continuar trabalhando.
O auxílio-acidente é um benefício indenizatório. Ele é devido quando, após um acidente (inclusive de moto), ficam sequelas permanentes que reduzem a capacidade para o trabalho habitual.Na prática, para acidente de moto, o ponto central é provar:
Na prática, para acidente de moto, o ponto central é provar:
Em regra, o pedido é mais comum para quem está enquadrado como:
Se você contribui como autônomo/contribuinte individual ou facultativo, vale fazer uma análise cuidadosa antes, porque isso pode mudar a estratégia e evitar indeferimento por enquadramento.
As sequelas mais comuns que aparecem em casos de moto e geram discussão no INSS:
O “pulo do gato” é ligar a sequela ao seu trabalho habitual. Exemplo: quem trabalha em pé, quem dirige muitas horas, quem carrega peso, quem faz movimento repetitivo.
Na prática, o requerimento costuma iniciar pela Central 135. Ao pedir, descreva:
Se houver agendamento, leve:
Depois de solicitar, acompanhe em “Consultar pedidos” no Meu INSS.
Para moto, eu recomendo montar um “pacote” simples e forte:
A perícia avalia se existe sequela permanente e se ela reduz sua capacidade para o seu trabalho habitual.Boas práticas:
Uma regra prática:
Muita gente volta a trabalhar após o acidente de moto e, mesmo assim, pode discutir auxílio-acidente se houver sequela com redução.
Quando o auxílio-acidente é discutido depois de um benefício por incapacidade temporária, o termo inicial costuma ser um ponto decisivo para atrasados. Em muitos casos, a regra aplicada é começar no dia seguinte à cessação do benefício anterior, com atenção à prescrição das parcelas mais antigas (em geral, discussão de 5 anos para trás).
Em acidente de moto, os motivos mais comuns:
Nessas situações, costuma ser necessário reforçar a prova e avaliar o melhor caminho: recurso, novo pedido bem instruído ou ação judicial, conforme o caso.
1) Posso trabalhar e receber auxílio-acidente?
Em regra, sim, porque ele tem natureza indenizatória.
2) Precisa ter auxílio por incapacidade temporária antes?
Nem sempre. Mas quando houve benefício anterior, o termo inicial e os atrasados precisam ser analisados com cuidado.
3) Sofri acidente de moto há anos. Ainda dá para pedir?
Pode dar, desde que exista sequela permanente e prova bem feita. A discussão costuma ser sobre desde quando o INSS deve pagar e sobre eventuais parcelas antigas.
Se você sofreu acidente de moto e ficou com sequela, o passo mais importante é organizar as provas do jeito certo antes do pedido, especialmente um relatório médico atualizado e a descrição do seu trabalho habitual.
Cada caso tem detalhes que mudam o resultado, principalmente na perícia. Se quiser, eu posso analisar a documentação e orientar os próximos passos antes do protocolo.
Elaborado por Rosana das Neves Matos da Luz, inscrita na OAB/SC 48.603.
Advogada com 9 anos de experiência, mãe atípica e enfermeira de formação, com ampla experiência na área da saúde. Atua nas áreas do Direito Previdenciário, Direito da Saúde, Direitos das Pessoas Autistas e PcD e Direitos dos Servidores Públicos. É proprietária do escritório Rosana Neves Advocacia, com atuação em todo o Brasil.
Este conteúdo possui caráter informativo e foi elaborado com base na experiência profissional da autora, na legislação vigente e na jurisprudência aplicável à matéria na data de sua publicação.